Patrícia Campidelli.
domingo, 20 de dezembro de 2009
O inferno é o nosso presente.
Quantas pessoas seguem seus caminhos incertos, cegas, dizendo sempre "olá". Como se nada fizesse diferença. Sou a única a enxergar? Não sabemos distinguir o certo do errado. Não, sim... os contrários fazem o mundo. Amor, desamor. Alegria, tristeza. Qual o contrário de solidão? O tempo, meu amigo, não existe. É a desagregação da matéria. Evolução-mutação de tudo. Talvez o Tempo seja mais um Deus inventado. Confiemos no que não podemos ver, nem tocar. Amor também é Deus. E Deus castiga às vezes. Castigo necessário. "Morrer de amor e continuar vivendo". Presos ao nosso egoísmo, enquanto "irmãos" continuam morrendo. A perda é necessária para aprendermos a dar valor às coisas. Mas nunca damos. Você sabe, sabe bem, que tentamos conseguir a paz fazendo a guerra. É tudo confuso, essa náusea constante. Saber que o inferno é o nosso presente.
